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Fugativa – O Campanário

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Mais uma vez a equipe do Criado Mundo foi gentilmente convidada pela Fugativa, a empresa de escape games pioneira no Brasil (e se você não ouviu falar, veja nosso editorial sobre eles, bem como nossa resenha do jogo "O Sumiço do Dr. Saldanha") para avaliar sua mais recente adição no portfolio. Se a própria ideia dos escape games já é diferente e excitante, o novo jogo avança mais um passo de originalidade. Estou falando do jogo de terror O Campanário.


Situado num convento na Raposo Tavares, abandonado em circunstâncias misteriosas, os jogadores fazem o papel de funcionários de uma empreiteira que são contratados para analisar o local cercado de lendas e um segredo terrível.


(Antes de mais nada, vamos deixar claro que vamos revelar o mínimo possível sobre o jogo para não estragar a sua diversão, então nos concentraremos nos detalhes mais indiretos da brincadeira).


Na resenha do jogo anterior, fizemos questão de frisar a imersão no ambiente da história. Pois bem, no caso d'O Campanario, essa imersão é ainda mais intensa e importante para o jogo: no momento em que você chega ao convento, a experiência já começou. A própria estrutura do local e de como o jogo foi montado já estabelece a proposta de forma muito realista – os jogos em questão também são sempre à noite, para manter o clima.

 

Vai encarar?

Vai encarar?

 

Importante estabelecer que a temática de terror não é baseada em "sustos"; não estamos falando do "Noites do Terror" do saudoso PlayCenter – tanto que a equipe Fugativa já deixa bem claro que não há atores ou similares dentro das salas. O clima de tensão é que realmente prevalece, a escuridão constante e opressiva das salas. Inclusive no grupo do Criado Mundo que avaliou o jogo haviam pessoas que não são atraídas pelo gênero de terror e isso não atrapalhou a experiência. O mobiliário e os acessórios utilizados são também extremamente fiéis ao tema – e novamente fomos surpreendidos por encontrar no jogo itens que não víamos no cotidiano há muito tempo, proporcionando uma imersão maior ainda na história.


A mecânica do jogo em si é a mesma de outros, como o próprio "Dr. Saldanha", mas o nível de desafio aqui é mais elevado. Se no jogo de entrada da Fugativa as pistas tinham um caráter mais intuitivo, até certo ponto didádico, aqui elas são bem mais sutis, exigindo um esforço maior de raciocínio e imaginação. A empresa recomenda (e nós endossamos) que pelo menos alguns dos participantes já tenham uma experiência mínima em jogos do tipo. Mas novamente, o jogo também tem mecanismos para caso dos jogadores ficarem presos em algum enigma – e dada a quantidade de tensão e o clima, isso não é incomum. Vale ainda frisar também que a quantidade máxima de jogadores (até 10 participantes) quanto o tempo máximo (2 horas) também ajuda a tornar o jogo possível, ainda que desafiante.


Novamente a Fugativa entrega não apenas diversão de qualidade, mas uma incrível experiência, diferente de tudo o que você já viu antes. Se os escape games já são uma experiência de entretenimento superior, O Campanário é uma aventura única e imperdível.

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