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Resenha: Fugativa

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O avô de Dr. Saldanha

Identificar-se com a trama de mistério de um filme, livro ou série não é, de longe, uma tarefa difícil: mesmo tendo a plena noção que aquela narrativa é (na maioria dos casos) ficcional, é parte da própria natureza humana nos colocarmos naquela situação e experimentar as mesmas emoções das personagens. Sendo assim, o que acontece quando deixa-se de lado o intermediário e vive a aventura você mesmo?


Parece com a descrição de um jogo de RPG, mas é um pouco diferente: estamos falando dos escape games (algo como “jogos de fuga”), jogos de raciocínio e inteligência onde seu objetivo é escapar de um local fechado (geralmente uma sala, daí também serem conhecidos como escape room) através da resolução de uma série de quebra-cabeças.


Esse tipo de jogo já é até conhecido dos gamers de versões eletrônicas, mas apenas mais recentemente eles ganharam versões live-action, que se tornaram uma mania em diversos países - se você for fã da série “The Big Bang Theory” certamente se lembra do episódio recente em que Leonard, Amy, Raj e Emily participam de um escape game de temática zumbi. E aqui no Brasil a pioneira na modalidade é a Fugativa, que gentilmente convidou a equipe do Criado Mundo para experimentar a novidade.

Correndo contra o tempo!

A maleta secreta

O desafio que enfrentamos foi “O Sumiço do Dr. Saldanha”, que é o produto de entrada da Fugativa, desenhado justamente para quem nunca participou de um escape game. Aliás, já vale mencionar que a brincadeira não se resume unicamente a descobrir aonde está a próxima pista: há uma história por trás da proposta, e mais importante ainda, há uma imersão neste universo, tanto física quanto psicológica. Todo o ambiente é cuidadosamente preparado para isso - desde o papel de parede até o menor dos objetos de decoração - e ao situar a história numa década em específico (neste caso, os anos 80), o sentimento de nostalgia contribuiu ainda mais para a experiência. Sem dar spoilers, devemos dizer que ficamos impressionados em encontrar entre os itens da sala alguns que não víamos há algumas décadas.


Mas além da ambientação, outro fator colabora ainda mais para manter a experiência excitante: o tempo. Você tem exatamente 60 minutos para resolver todos os enigmas e escapar da sala - um cronômetro no ambiente indica quanto tempo ainda resta - e essa é uma das situações em que o tempo voa! O período limitado não apenas atende uma questão de ordem prática (permitir que mais pessoas possam jogar), mas também gera um tensão muito grande, mesmo para uma situação simulada. Isso é especialmente tirânico quando você está preso em alguma pista, e alguém de sua equipe anuncia quanto tempo ainda resta.


As pistas, por sinal, são variadas e inventivas - longe de se tratar apenas de encontrar a chave para o próximo cadeado, um erro comum de jogos desse tipo. Especificamente no “O Sumiço…” elas são construídas de forma a serem inicialmente intuitivas (até abrangendo alguma redundância em certos pontos), mas sem perder o desafio, e vão aumentando sua complexidade. Aliás, o número de jogadores para esta sala (de 4 a 8 recomendados) também é um fator importante: ainda que faça o ambiente parecer um pouco “lotado”, a variedade de pessoas faz com que abordagens diferentes sejam tentadas, evitando que você fique estagnado em certo ponto. De qualquer forma, se isso acontecer, o jogo tem mecanismos que permitem ajudar os jogadores - e cobertos pela história do jogo, o que ajuda a não quebrar a imersão. Claro, não se trata de um cheat code ou similar, mas mais como uma sugestão de como pensar diferente e solucionar o problema (e sim, nossa equipe precisou em certo momento desse “empurrãozinho”). E por sinal, é incrível como é mentalmente gratificante “sacar” uma determinada pista ou enigma!

O telefone misterioso

As memórias da máquina de escrever

Vale ainda mencionar a recepção bastante cortês e personalizada da equipe do Fugativa, muito mais do que uma sessão fria e automática, mas sim uma experiência de entretenimento. Por conta da própria natureza do jogo, é necessário um agendamento prévio, o que também vai garantir que sua experiência não seja prejudicada por atrasos ou apressada de qualquer forma. Até mesmo alguns pequenos quebra-cabeças estão disponíveis para os jogadores na recepção - se você já assistiu nosso “Terminou… E Aí”, deve ter visto nosso colunista Tiago Soares entretido num deles. A localização, numa torre comercial do Itaim Bibi, também é conveniente, com estacionamento fácil e várias opções de alimentação e diversão próximas - e acredite, a emoção é tão intensa que a sua fome e a de seus amigos certamente será atiçada!


De fato, o foco principal é justamente isso: reunir os amigos e família (e sim: a experiência é projetada para que você possa ir tanto com seu grupo de amigos mais nerds quanto para levar seus primos, filhos, pais e avós) e passar algum tempo de qualidade  juntos. A própria natureza dos escape games é cooperativa, e certamente ajudará você a se aproximar de pessoas especiais num momento de descontração e diversão.

Preços e reserva

Endereço: Rua Joaquim Floriano, 466 – cj 2406 – São Paulo.

Horário de funcionamento: diariamente, das 10h às 22h;

Tel.: (11) 2737-4656

Idade mínima para participar: não há, mas crianças com menos de 12 anos devem estar acompanhadas de um adulto.

Ingressos e reservas: através do site oficial, o fugativa.com.br

Valores: De R$199,00  R$ 375,00  reais a hora do jogo. Dependendo do dia semana e horário.

 

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